
“NADA FOI EM VÃO…”
Nada foi em vão. Tuas quedas? Elas te ajudaram a ter mais resistência. Tuas tristezas? Elas te ajudaram a valorizar mais a alegria. Teus amores? Ah, esses te ensinaram tudo e um pouco mais… Esse te ensinaram que nada realmente é em vão e que todas as vezes em que você se sentiu um nada eu estava ali ao seu lado, achando aquele momento junto a ti tudo para mim. Nada foi em vão. Nem as centenas de vezes que te disse que sem você meu mundo não tem mais razão.
Eduardo Orlando Holopainen
Nada foi em vão. Tuas quedas? Elas te ajudaram a ter mais resistência. Tuas tristezas? Elas te ajudaram a valorizar mais a alegria. Teus amores? Ah, esses te ensinaram tudo e um pouco mais… Esse te ensinaram que nada realmente é em vão e que todas as vezes em que você se sentiu um nada eu estava ali ao seu lado, achando aquele momento junto a ti tudo para mim. Nada foi em vão. Nem as centenas de vezes que te disse que sem você meu mundo não tem mais razão.
Eduardo Orlando Holopainen

“HOJE EU NÃO QUERIA…”
Hoje eu não queria lembrar de você e nem pensar que neste instante me encontro assim, sozinho entre quatro paredes contando pro escuro a falta que você me faz. Hoje eu não queria mesmo me sentir assim. Essa mistura de solidão e conformismo que sempre me vem quando todas as luzes se apagam e quando só a televisão me faz companhia… Mas apesar de tudo sei que nada disso é para sempre. Sei que este dia também chegará ao fim e com ele todas as minhas angústias e lembranças dessa solidão também. Sei que a luz que hoje se apaga amanhã se faz presente de novo e que a sua lembrança logo se evapora quando caio no sono. Que idiota eu sou achando mesmo que dormindo não pensarei em ti… Que quando as luzes se acenderem outra vez não será em meu travesseiro que imaginarei teu abraço e que quando a televisão já estiver fora do ar não será nas cores ali contidas que me lembrarei mais uma vez de como você fica linda com aquele vestido colorido… Todas essas coisas ainda me lembram você. Mas hoje não. Hoje eu finjo que esqueci de você. Hoje eu digo para mim mesmo “Calma meu amigo, a vida não está tão ruim sem ela.” tentando achar um sorrizinho sequer enquanto ainda repito todos os dias essa mesma frase sem efeito diante de um espelho que nunca irá me responder. Hoje eu tento digerir essa ideia que ainda me embrulha o estomago. Essa ideia torta e mentirosa de que você não se encontra mais aqui comigo. De que aquele aceno de mão não seria o último e que aquela viagem não seria a mais longa de todas. Não, não mesmo. Hoje eu não quero me sentir assim. Hoje eu quero ser feliz sabe? Mas é difícil tirar da gente algo que se encontra impregnado em nós… Como aquelas fumaças de cigarro que entram na roupa e que por mais perfumes que a gente coloque, seu cheiro não sai. Você é a minha fumaça. Essa fumaça que com um beijo me intoxicou. Que com olhar se impregnou em mim e agora não quer mais sair. Que me viciou, que me estragou e que nunca mais me fez ser o mesmo… Mas tem nada não. Tá tudo bem. Tá doendo muito mas vai sarar. Isso faz parte da reabilitação. E se não sarar a gente encontra uma dor maior para colocar no lugar… Uma péssima partida de futebol, um show frustante, uma crise econômica, sei lá, qualquer coisa que faça doer mais do que essa saudade que eu sinto de você… Nossa eu realmente sou um idiota em acreditar que existe dor maior do que esta de não te ter aqui presente… Sei que o dia de hoje não será igual ao de amanhã, mas com certeza ele irá trazer muitas lembranças parecidas como estas de agora. E então vou me levantar de novo e me convencer de que quero que tudo seja diferente e dizer para mim mesmo que não quero nada da maneira que está, que quero tudo ao contrário. Que quero que você suma. Que nunca mais quero que me ligue nem para dizer Feliz Dia Feliz ou qualquer outra data que a minha mente doidinha possa inventar. Que minta dizendo que chora todo dia pensando em nós. E que durma sem sonhos. Mas quando eu realmente quiser tudo ao contrário já será tarde demais… Quando eu disser para mim mesmo que hoje não será nada desse jeito eu já estarei condenado… E assim como o cigarro que vai matando aos poucos, você também me mata. Me mata de desejo, de saudade, de expectativa e de uma vontade imensurável de querer parar de ser tão depende dessa falta de ti. E como todo bom vício que se preze vou dizer para mim mesmo que hoje eu não quero mais você. Que eu já te esqueci. Que é página virada, assunto encerrado e game over. Mas amanhã… Amanhã você sabe que eu farei tudo exatamente igual… Que falarei as mesmas coisas para mim mesmo esperando estupidamente um resultado diferente… Falarei sempre para mim, mas nunca realmente pra você… E mais uma vez vou me entregar a esse vício que no fim me deixa sempre sem nada. Sem coração, sem vontade de viver, sem alegria, sem nada… Mas por enquanto deixa eu aproveitar o momento e mentir um pouco mais para mim. Deixa eu dizer com toda a falsa convicção que ainda me resta que hoje não será como ontem, que vai ser tudo diferente e que amanhã será o melhor dia para não lembrar de você, mesmo sabendo que eu esqueci de te esquecer… Deixa vai? Nem que seja só por um segundo… Eu não tenho jeito mesmo. Como eu sou idiota… Achando mesmo que um vicio se cura somente com convicção e meia dúzia palavras… Pode até curar amanhã ou depois. Mas hoje? Hoje não…
Eduardo Orlando Holopainen
Hoje eu não queria lembrar de você e nem pensar que neste instante me encontro assim, sozinho entre quatro paredes contando pro escuro a falta que você me faz. Hoje eu não queria mesmo me sentir assim. Essa mistura de solidão e conformismo que sempre me vem quando todas as luzes se apagam e quando só a televisão me faz companhia… Mas apesar de tudo sei que nada disso é para sempre. Sei que este dia também chegará ao fim e com ele todas as minhas angústias e lembranças dessa solidão também. Sei que a luz que hoje se apaga amanhã se faz presente de novo e que a sua lembrança logo se evapora quando caio no sono. Que idiota eu sou achando mesmo que dormindo não pensarei em ti… Que quando as luzes se acenderem outra vez não será em meu travesseiro que imaginarei teu abraço e que quando a televisão já estiver fora do ar não será nas cores ali contidas que me lembrarei mais uma vez de como você fica linda com aquele vestido colorido… Todas essas coisas ainda me lembram você. Mas hoje não. Hoje eu finjo que esqueci de você. Hoje eu digo para mim mesmo “Calma meu amigo, a vida não está tão ruim sem ela.” tentando achar um sorrizinho sequer enquanto ainda repito todos os dias essa mesma frase sem efeito diante de um espelho que nunca irá me responder. Hoje eu tento digerir essa ideia que ainda me embrulha o estomago. Essa ideia torta e mentirosa de que você não se encontra mais aqui comigo. De que aquele aceno de mão não seria o último e que aquela viagem não seria a mais longa de todas. Não, não mesmo. Hoje eu não quero me sentir assim. Hoje eu quero ser feliz sabe? Mas é difícil tirar da gente algo que se encontra impregnado em nós… Como aquelas fumaças de cigarro que entram na roupa e que por mais perfumes que a gente coloque, seu cheiro não sai. Você é a minha fumaça. Essa fumaça que com um beijo me intoxicou. Que com olhar se impregnou em mim e agora não quer mais sair. Que me viciou, que me estragou e que nunca mais me fez ser o mesmo… Mas tem nada não. Tá tudo bem. Tá doendo muito mas vai sarar. Isso faz parte da reabilitação. E se não sarar a gente encontra uma dor maior para colocar no lugar… Uma péssima partida de futebol, um show frustante, uma crise econômica, sei lá, qualquer coisa que faça doer mais do que essa saudade que eu sinto de você… Nossa eu realmente sou um idiota em acreditar que existe dor maior do que esta de não te ter aqui presente… Sei que o dia de hoje não será igual ao de amanhã, mas com certeza ele irá trazer muitas lembranças parecidas como estas de agora. E então vou me levantar de novo e me convencer de que quero que tudo seja diferente e dizer para mim mesmo que não quero nada da maneira que está, que quero tudo ao contrário. Que quero que você suma. Que nunca mais quero que me ligue nem para dizer Feliz Dia Feliz ou qualquer outra data que a minha mente doidinha possa inventar. Que minta dizendo que chora todo dia pensando em nós. E que durma sem sonhos. Mas quando eu realmente quiser tudo ao contrário já será tarde demais… Quando eu disser para mim mesmo que hoje não será nada desse jeito eu já estarei condenado… E assim como o cigarro que vai matando aos poucos, você também me mata. Me mata de desejo, de saudade, de expectativa e de uma vontade imensurável de querer parar de ser tão depende dessa falta de ti. E como todo bom vício que se preze vou dizer para mim mesmo que hoje eu não quero mais você. Que eu já te esqueci. Que é página virada, assunto encerrado e game over. Mas amanhã… Amanhã você sabe que eu farei tudo exatamente igual… Que falarei as mesmas coisas para mim mesmo esperando estupidamente um resultado diferente… Falarei sempre para mim, mas nunca realmente pra você… E mais uma vez vou me entregar a esse vício que no fim me deixa sempre sem nada. Sem coração, sem vontade de viver, sem alegria, sem nada… Mas por enquanto deixa eu aproveitar o momento e mentir um pouco mais para mim. Deixa eu dizer com toda a falsa convicção que ainda me resta que hoje não será como ontem, que vai ser tudo diferente e que amanhã será o melhor dia para não lembrar de você, mesmo sabendo que eu esqueci de te esquecer… Deixa vai? Nem que seja só por um segundo… Eu não tenho jeito mesmo. Como eu sou idiota… Achando mesmo que um vicio se cura somente com convicção e meia dúzia palavras… Pode até curar amanhã ou depois. Mas hoje? Hoje não…
Eduardo Orlando Holopainen


![Saber-Esperar[1]](http://carlinhafeh.files.wordpress.com/2011/05/saber-esperar15.jpg?w=267&h=157)
















